GTD-BH

Fazendo as coisas acontecerem

Novidades a caminho

Preparem-se. Em alguns dias teremos uma novidade interessante para mostrar em nosso blog.

novembro 24, 2009 Publicado por sobrinhof | grupo de discussão, gtd | | Sem comentários ainda

Como não se estressar ao implantar o GTD.

A fase da coleta para mim não é um processo assim estressante. Até assustei-me com algumas pessoas que disseram que na fase da coleta chegaram a mais de quatro dígitos de itens.

Realmente seria uma loucura tentar processar isso tudo de uma vez já que só temos 24 horas no dia. Assim, entendo que dependendo do tempo médio de processamento de cada item, uma semana não seria suficiente já que não acredito que todo mundo esteja 100% disponível para ficar por conta, a não ser que esteja de férias (para alguns deveria ser um ano sabático, kkkkkk).

Brincadeiras a parte, venci essa necessidade confiando em minha intuição.

Esse processo não foi rápido, como muitos já mencionaram, e também não pensei imediatamente em todas as coisas que deveria comprometer-me a fazer. O que me levou a pensar assim foi exatamente a questão de que se eu fizesse uma coleta muito grande, acabaria tendo uma lista de itens a processar que por si só já seria maçante, pois minha tentativa seria a de processar tudo de uma vez, gerando ansiedade e desgaste de energia desnecessários.

Então, desde que fui melhorando meu sistema e a internalizando a metodologia, simplesmente tenho feito o seguinte:

Realizo uma coleta com coisas com as quais quero me comprometer a fazer de fato. Se eu percebo que alguma coisa que ainda não me comprometi a fazer começa a ativar os “popups mentais” que já mencionei em outro post, é porque aquele assunto já está me incomodando suficientemente para ter minha atenção e aí sim ele é coletado para que eu realize seu processamento posterior.

Assim vou levando a vida e não deixo a vida me levar.

Alguns dos princípios que defendo (além do que está no livro do David) são:

  • O foco é na metodologia e não na ferramenta (mas eventualmente você vai testar um montão de ferramentas até se adaptar então não sofra por isso);
  • Se eu estou gastando mais do que 30 minutos por dia para fazer uma revisão diária, é porque o sistema está burocrático demais, deixe-o mais simples que possa;
  • Confie muito mesmo na regra dos dois minutos, mas não seja muito rígido com ela, isso porque o fato de ter que ficar registrando coisas que podem ser feitas em até 10 minutos acaba gerando a possibilidade de procrastinar;
  • Para facilitar o item anterior uma dica interessante é a blocagem de tempo no dia. Você pode definir por exemplo que entre 10h e 12h você fará um processamento, dando ação aos itens coletados que podem ser feitos com até 2 minutos (mas se fizer em 3 ou até 10 não precisa sofrer por isso também);
  • Para mim revisão diária é diferente de processamento;

Um grande abraço!

Fernando Sobrinho

novembro 20, 2009 Publicado por sobrinhof | gtd | | Sem comentários ainda

Leitura na Geração Playstation (Y)

Mais uma vez, um artigo na HSM me motivou a escrever esse tópico.
Para quem quiser ler o tópico, segue o link:

A geração Playstation: os desafios continuam – HSM.

Pois bem, resumindo o texto, ele mostra que a geração Y (no artigo intitulada Playstation) não é uma grande “fã” de leituras, e que isso é um problema. Concordo em parte. Realmente, é um problema termos essa grande atividade apenas sendo usufruida pela minoria. Entretanto, não acho que a culpa seja da geração Y em si, mas sim dos professores dessa geração.

Hão todos de concordar que os últimos 20 anos foram realmente tempos de mudança, desde com um mundo multipolar, representado pela queda do muro de Berlim, como por questões economicas e políticas. Não estou defendendo a geração Y (apesar de fazer parte dela), mas o que percebo é que muitos daqueles que tiveram sua formação antes desse período conturbado ainda não se acostumou com a dinâmica em que vivemos hoje. E isso também se aplica à leitura.

No artigo é afirmado que jovens não conseguem mais ler longos livros. Agora me pergunto: 7 Harry Potters não é longo?!?! Qual a faixa etária dos leitores mesmo? Finalizar (vulgo zerar) qualquer Final Fantasy é demorado? Quanto se lê durante um jogo desses? Qual a faixa etária mesmo?

Pois é, o problema não está no tamanho, e sim na forma. Querer que um jovem de 15 leia um trecho de Camões é uma coisa, querer que leia Os Lusíadas é outra totalmente diferente. Um bom exemplo sou eu mesmo… Sempre detestei os livros que me eram passados no colégio, até um dia (com 12 anos), um professor iluminado ter nos passado Sherlock Holmes: O Cão dos Baskervilles para ler. Pronto, todos da sala se tornaram leitores ávidos… Livros também são como matemática. Assim como não se pode começar aprendendo derivadas antes de somar e subtrair, não podemos obrigar jovens e ler livros “clássicos e românticos” sem ter lido Turma da Mônica. Sei que uma comparação pobre, mas dá para entender.

Educação é um problema muito sério em nosso país e os poucos que estudam ainda correm o risco de fazerem isso de forma errada. E isso acaba se perpetuando ao longo da vida. Vejo muitas pessoas tentando ler “clássicos” sem nunca terem lidos livros da coleção vagalume. Claro que terão dificuldades…

Transportando isso para nossa realidade, acredite: você não irá da noite para o dia organizar toda a sua vida com o GTD, por isso aqui está esse blog (essa foi para deixar o Fernando feliz). Você não irá ser o melhor líder da noite par ao dia (como transparece em receitas de bolo transcritos em livros). Você não será o melhor profissional da noite para o dia, mas pode ser UM melhor profissional. Evolução é um processo, não um fato.

“Ação!! Porque mais vale o erro que a omissão!”

PS.: No meu caso é geração Dynavision 3, Nintendo 64, Playstation 2, e atualmente, Playstation 3 e Xbox 360 :P (resumo de vida, rs!)

By Araujomac

novembro 10, 2009 Publicado por sobrinhof | tecnologia | | Sem comentários ainda

Os Riscos do Débito Direto Autorizado (DDA)

Pessoal,

Gosto muito de tecnologia e inovações, também tenho preocupação com a questão ambiental e com responsabilidade social, entretanto, ainda vejo com um pouco de receio essa propagação aos quatro ventos do famoso DDA (Débito Direto Autorizado). Assim resolvi publicar na íntegra um texto de enviado por Otavio Y. A. Diniz em um dos grupos de discussão que participo.

Se você está pensando em aderir ao sistema do DDA leia o texto a seguir:

Introdução

Em todos os jornais e publicações o que vemos são apenas vantagens no novo sistema: economia de papel, economia com postagem, economia com impressão, portabilidade no pagamento, maior segurança nas entregas das contas.

É claro que essas vantagens são ótimas, porém não vi em lugar nenhum falarem das desvantagens do sistema DDA:

* Obrigação de consultar diariamente o sistema;

* Falta de informação quanto ao prazo mínimo entre o registro do boleto e seu vencimento;

* Possibilidade de cobrança pelo serviço;

* Falta de obrigação legal de comunicação ativa gratuita pelo banco do registro de um boleto (SMS, E-mail, etc);

* Impossibilidade de pagamento por terceiro de um único boleto;

* Pagamento em casos excepcionais por terceiros;

Obrigação de consultar diariamente o sistema, lendo os contratos de adesão ao sistema, temos claramente uma cláusula determinando que o “cliente”, deverá acessar diariamente o sistema para consultar as cobranças registradas no sistema.

Isso mesmo, diariamente, ou seja, se você não tem o costume de acessar o internet banking diariamente, ou ir no caixa eletrônico todos os dias, pode ir se preparando para acessar todo dia o sistema, ou pode correr o risco de perder alguma cobrança.

Quantas pessoas usam caixas eletrônicos e internet banking diariamente?

Poucos, mesmo os que acessam a internet diariamente não tem tempo de ficar olhando suas contas.

E ficar em fila de caixa eletrônico todo dia pra consultar boleto é triste, ainda mais considerando que ainda é grande o número de pessoas que não confiam em internet banking, é só olhar a quantidade de pessoas pagando boleto em caixa eletrônico.

Falta de informação quanto ao prazo mínimo entre o registro do boleto e seu vencimento Não há informação quanto ao prazo mínimo entre o registro do boleto e seu vencimento.

Com isso uma empresa poderia registrar um boleto hoje, com vencimento para amanhã.

E se você não acessar o sistema nesses dias pode simplesmente ficar devendo, sem saber porque.

Possibilidade de cobrança pelo serviço

Querer cobrar pelo uso do serviço de DDA também é outra armadilha.

Nós pagamos boletos sem qualquer cobrança adicional, porque teriamos de pagar para fazer algo que é totalmente eletrônico?

Ainda mais que com o DDA os bancos reduzirão seus custos com o envio de boletos, então quer dizer que se eles economizam com os Correios, ele tem de cobrar por isso?

Falta de obrigação legal de comunicação ativa gratuita pelo banco do registro de um boleto (SMS, E-mail, etc) Uma solução simples, mas que os bancos não a forneceriam gratuitamente para a maioria da população é um alerta SMS do registro, mas nem todos tem celular, e nem todos sabem ler mensagens SMS. Ou mesmo por e-mail, mas nem todos tem e-mail, e nem todos que tem e-mail leêm diariamente seus e-mails.

Impossibilidade de pagamento por terceiro de um único boleto Esse ponto eu não entendi, eu posso autorizar alguém a ver meus boletos isso eu sei, mas e se eu quiser autorizar só um boleto, é possível?

E se eu não tiver saldo no dia do vencimento, mas algum amigo seu tem saldo, e aceita pagar seu boleto, como ele vai pagar se para ele ter acesso é necessário o envio dos documentos de comprovação?

Pagamento em casos excepcionais por terceiros Uma coisa que já deveria estar prevista é o recebimento de um código pelo SMS ou E-mail, por exemplo, que permita que um terceiro pague o boleto.

Isso seria para os casos em que o titular esteja incapacitado de acessar a conta, até mesmo por frescura do banco, cartão bloqueado, senha bloqueada, greve do banco, situação caótica mas real..

Contratos

Se ainda estiver com dúvida leia atentamente o contrato de adesão do DDA de seu banco, vou colar aqui os trechos dos contratos de alguns bancos:

Bradesco

b) diariamente, o Sacado Eletrônico e os seus Sacados Agregados deverão acessar os canais eletrônicos disponibilizados pelo Bradesco para consultar as informações dos boletos de cobrança registrada demonstrados via DDA, seja para programar os pagamentos ou para realizar os eventuais complementos de dados admitidos no sistema DDA, ficando o Sacado Eletrônico e os Sacados Agregados obrigados a manterem saldo disponível em suas contas de depósito no Bradesco para o acatamento dos pagamentos programados por aquele ou por estes;

Santander

d) deverá acessar diariamente os canais eletrônicos disponibilizados pelo BANCO para consultar as informações dos boletos de cobrança registrada demonstrados via DDA, com o objetivo de agendar pagamentos ou efetuar eventuais complementos/acertos de dados registrados no sistema DDA, ficando o Sacado Eletrônico obrigado a manter saldo disponível em sua conta corrente para a realização dos pagamentos agendados.

Banco Real

d) deverá acessar diariamente os canais eletrônicos disponibilizados pelo BANCO para consultar as informações dos boletos de cobrança registrada demonstrados via DDA, com o objetivo de agendar pagamentos ou efetuar eventuais complementos/acertos de dados registrados no sistema DDA, ficando o Sacado Eletrônico obrigado a manter saldo disponível em sua conta corrente para a realização dos pagamentos agendados.

No Banco do Brasil, Nossa Caixa não há qualquer menção a isto, também não falam nada sobre um prazo mínimo entre o registro e o vencimento. Mas incubem ao cliente a responsabilidade pelo uso do sistema:

Banco do Brasil

b) A simples consulta, nos meios disponibilizados pelo BANCO, efetuada pelo(s) SACADO(S) ELETRÔNICO(S), dos bloquetos de cobrança e similares, que lhe for(em) apresentada(s) eletronicamente, importará a ciência inequívoca desses documentos; Mas o que acontece se o cliente não acessar??

Banco Nossa Caixa

b) A disponibilidade pelo BANCO dos bloquetos ou similares para o (s) SACADO(S) ELETRÔNICO(S), importará a ciência inequívoca desses documentos, inexistindo responsabilidade do BANCO na hipótese de ausência de consultas pelo(s) SACADO(S) ELETRÕNICO(S)

Caixa Econômica Federal

I – Estar ciente que após disponibilização do serviço DDA poderá não mais receber bloquetos de cobrança registrada em meio papel (documentos físicos), responsabilizando-se por consultar, de forma eletrônica, todas as informações de cobrança existentes em seu nome e de seus AGREGADOS nas contas de depósito de sua titularidade;

O contrato do Banco Itaú não consegui acessar talvez por causa do horário.

Conclusão

Então antes de aderir ao sistema, pense bem e procure ativar serviços que avisem da existência de um novo boleto registrado de forma passiva (SMS, E-mail, sinal de fumaça)…

Ou então organize sua agenda diária para consultar a lista de boletos cadastrados, e não deixe de consultá-la mesmo que esteja internado em um hospital. (O boleto em papel alguém podia abrir a carta e pagar, o eletrônico só com autorização (de alguém, do gerente?), se não exigirem um alvará judicial;

Nada contra o sistema DDA, mas esses pontos são muito complexos para serem ignorados pela população em geral.

novembro 1, 2009 Publicado por sobrinhof | atendimento, tecnologia | | Sem comentários ainda

Mudança de nome

Gostaria de deixar registrado o motivo que fez nosso blog mudar de nome. Antes era GTD-Brasil. Só que a alguns dias atrás navegando pelo grupo de discussão sobre GTD vi que esse nome já era usado por outro blogueiro, o Antonio Azevedo com a diferença da falta do hífen. Esse cara tem umas idéias muito bacanas e contribui muito com o grupo de discussão.

Assim, para não haver confusão resolvi trocar o GTD-Brasil por GTD-BH para corrigir essa “gafe virtual”.

Amigo Antonio Azevedo, “foi maus aê”!

Desculpas pedidas e gafe corrigida, só nos resta seguir em frente agora.

Um grande abraço,

Fernando Sobrinho

novembro 1, 2009 Publicado por sobrinhof | gtd | | 1 Comentário

Novo integrante do blog

Como os leitores já puderam notar, essa semana tivemos dois posts de um colega que eu admiro e que tem a óbvia intenção de não falar de GTD. Isso é bom por dois motivos básicos, não fico mais sozinho produzindo conteúdo e o blog não fica “boring” só falando de sistemas de administração de tarefas, produtividade pessoal e organização.

Seu nome? Permanecerá em segredo. Sua alcunha? Araujomac!

Seja bem vindo meu amigo!

Amigos leitores curtam os novos textos e conteúdos que iremos colocar aqui.

Bom domingo!

Fernando Sobrinho

novembro 1, 2009 Publicado por sobrinhof | satisfação, tecnologia | | Sem comentários ainda

Pensar fora da caixa

Achei muito interessante essa notícia abaixo e gostaria de repassar para vocês.
Também tenho o mesmo pensamento: para pensar fora da “caixa”, você deve literalmente estar FORA da caixa… Isso significa que, se você quer ter uma idéia diferente do que você faz todo dia, não comece o dia fazendo a mesma coisa que você faz todos os dias.

É algo tão simples de se fazer que nós acabamos não fazendo (ou não quebrando esse paradigma).
Se um funcionário senta todos os dias no mesmo horário para fazer o mesmo trabalho, ele só terá alguma idéia diferente se fizer algo diferente.

Bem, leiam no link abaixo.

Até mais!

Pensar fora da caixa – HSM.

Ação!! Porque mais vale o erro que a omissão!

By Araujomac

outubro 30, 2009 Publicado por sobrinhof | implementação, satisfação, tecnologia | | Sem comentários ainda

Os 7 níveis

Bom dia pessoal,

É com imenso prazer que pela primeira vez contribuo com esse blog. Apesar de o nome estar como “GTD-BH” a minha missão aqui é exatamente não falar sobre GTD, ou seja, dar uma variada no blog. Agradeço ao moderador do blog por me dar essa oportunidade.

Para começar as minhas postagens aqui gostaria de repassar algo muito interessante.
Esse mês participei da XIII Conferência Nacional de Logística, em São Paulo. O evento foi muito interessante para mim, que nunca tinha participado de algo nessas proporções. Estava com a expectativa “lá em cima”, pois vários diretores de empresas famosas iriam participar, como representantes da Ambev, Sadia, etc… Assim que começa a apresentação vem a realidade: palestras amenas, com todos falando o óbvio. Eu, que sou um novato no ramo da logística praticamente já sabia de tudo o que falavam… Usavam jargões técnicos e exibiam a empresa, mas nada que pudesse ser realmente utilizado, concreto. Já estava com sono, quase dormindo, quando finalmente uma apresentação me chamou a atenção.

Não foi por termos técnicos, mas sim pela profundidade da mensagem. O palestrante era Cesar Suaki, do Atacado Martins, e ele contou uma história que, em princípio não serve para nada, mas que, refletindo, vemos que muito pode ser tirado.

Primeiramente, ele mostrou que uma empresa tem que fazer alguma diferença na vida do cliente. Não apenas a parte “produtiva”, mas que as pessoas tem que perceber que existe “gente” querendo fazer algo de maneira correta e que vê a importância naquilo que faz. Isso é algo muito difícil hoje em dia, onde as pessoas querem apenas ter a sua “bufunfa” no final do mês, sem se importar com a qualidade do que está fazendo.

Contudo, não foi isso que me chamou mais atenção. O palestrante também contou uma história que, segundo ele, foi um professor que lhe disse. Vou tentar contar abaixo com as minhas palavras:

Existem 7 níveis de pessoas, e apenas algumas delas são aptas para desenvolverem planejamentos estratégicos (mostrando que nem todos podem ser “chefes”). O primeiro nível são de pessoas que não conseguem realizar uma ordem direta. Ou seja, se você falar “fecha a porta”, elas não entenderão. Esse nível não é bom para planejamento estratégico e decisões.

O segundo nível são de pessoas que conseguem seguir ordens, mas uma de cada vez. Diga “fecha a porta” e ela irá fechar. Diga “fecha a porta, lave o carro, vá fazer compras e na volta passe na banca” e com certeza algo sairá errado. Esse nível também não é bom para planejamento estratégico e decisões.

O terceiro nível são pessoasl que, por outro lado, conseguem seguir várias ordens, e só. Ou seja, diga a sentença acima e elas conseguirão realizar. Entretanto, esse nível também não é bom para estratégia e decisões. Por incrível que pareça, aí está a maioria.

O nível quatro já são pessoas que conseguem ter o poder de análise. Todos que tem um diploma de nível superior, no mínimo, são nível quatro. Essa pessoas conseguem ver um problema e analisar uma solução. Apesar da importancias dessas pessoas em uma organização, também não são as melhores para definições estratégicas e decisões.

O nível cinco já são pessoas que tem o poder de separar um problema em partes e analisá-las separadamente. Ou seja, conseguem ver o problema e verificar os “processos” que fazem aquilo ocorrer. Essas pessoas são podem realizar estratégias e decisões, mas não são os melhores.

Já o nível seis são pessoas que, diferentemente da cinco, conseguem sintetizar problemas, ou seja, olhar um grande problema e ver a solução como um todo. Pensar com visão sistêmica, vendo os impactos daquilo no resto. Esses são muito bons estrategistas.

E o nível sete? Bem, esse nível já é a pessoa que tem, em essência, o pensamento de fazer algo e que consegue com que os outros em volta sigam aquela causa. Seria o exemplo de alguns líderes da história, como Júlio César, que não apenas tinha o poder de pensar no todo, como fazia aqueles que estavam em sua volta acreditar naquilo.

Tudo muito bonito, mas o que significa isso tudo? O texto pode ter muitas interpretações, mas o que eu abstraí foi que pessoas são feitas, elas não nascem prontas. Não acredito em nenhum tipo de classificação tão pobre, mas realmente é possível distinguir pessoas pelos seus atos e pensamentos. Em uma organização, todos são importantes, mas nem todos podem ocupar qualquer lugar. Mas isso deve ser conquistado, não ganho. Mesmo pessoas que tem, em “essência” a capacidade de liderança, no mínimo deve ter todos os outros níveis para isso servir de algo. E isso vem com conhecimento (estudo), história (suas experiências) e comportamentos pessoais (modo de ser). O interessante é que podemos escolher cada um desses, mas quando, onde, por que? Essa é a pergunta.

Sei que esse meu primeiro post ficou um pouco de auto-ajuda, mas gostaria de compartilhar que somos aquilo que construimos para nós mesmo (e construiram para nós), seja dentro de uma empresa, seja na vida.

Aproveitem o feriado e até a próxima!

By Araujomac

outubro 30, 2009 Publicado por sobrinhof | processos, satisfação | | Sem comentários ainda

Novo ajuste na visualização de tarefas. Adicionando projetos/prioridades

Uma pequena dificuldade que tinha era sobre a priorização de tarefas e/ou classificação de um conjunto de tarefas em um projeto. Como todas as tarefas ficavam classificadas por contexto, só conseguia ver tudo e isso atrapalhava priorizar.

Em Julho, fiz um post sobre uma página que ajudava a implementação de projetos com o Outlook utilizando uma pasta de contatos e formulário personalizado para essa finalidade. Gostei da idéia, entretanto, não implementei, pois, percebi uma demora na visualização de todas as tarefas/e-mails/compromissos, classificados com aquele nome de projeto.

Recentemente vi uma boa discussão no grupo sobre GTD que sou associado sobre o conceito de MIT (Most Important Task) que de certa forma despertou-me para uma possível solução para essa dificuldade.

O que fiz foi então misturar as duas idéias de uma forma simplificada gerando uma visualização que me permitisse ter uma noção melhor daquilo que deveria ser priorizado, bem como separar tarefas ligadas a um projeto específico.

Na tarefa é bem simples, eu utilizo o campo “Contatos” e registro ali a priorização ou o nome do projeto que aquela tarefa está ligada. A imagem é igual a essa abaixo:

Dessa forma alterei a visualização das tarefas classificando por contato e depois por categoria, (prioridade/projeto e contextos respectivamente) e minha tela ficou assim:

Como implementei essa semana esse ajuste, ainda é cedo para avaliar os impactos de seu uso, entretanto, uma coisa já posso afirmar, consigo ver meu “II quadrante” (para quem já leu os 7 hábitos) mais claramente do que antes.

Um grande abraço,

Fernando Sobrinho

setembro 5, 2009 Publicado por sobrinhof | gtd, outlook | | 1 Comentário

#põenasacola Campanha contra Supermercados que odeiam clientes.

O post de hoje não tem a ver com produtividade, mas com tratamento aos clientes. Esse fim de semana aconteceu algo inusitado comigo e que acredito deva ocorrer com muitas pessoas.

Todo mundo sabe a odisséia que é fazer as compras do mês, faz a famigerada lista de compras, se desloca até o supermercado onde imaginamos que encontraremos tudo que precisamos levando o kit compras (lista, calculadora, folhetos de outras redes para ganhar aquele desconto, etc etc).

Finalmente depois da maratona, ao chegar no caixa, minimamente esperamos que exista um ser humano do outro lado da máquina que registra os preços com quem podemos dialogar e sermos bem tratados, entretanto não é isso que ocorre.

A pessoa que me atendeu esse fim de semana, devia estar com o ovo virado… Sei lá porque motivos simplesmente ia passando os produtos com a graciosidade de uma locomotiva a vapor fazendo com que minhas compras fossem ficando atoladas do outro lado.

De repente surgiu um produto (uma carne embalada) que estava sem a etiqueta e eis que minha truculenta atendente delicadamente dispara: Ô moço! “Tá” sem a etiqueta e só pesa lá no açougue! Ainda perguntei se não tinha jeito de pedir alguém fazer a gentileza de ir até lá fazer isso por mim. Quando ela respondeu lembrei imediatamente da atual propaganda da Oi: NÃO! Uai (como bom mineiro que sou) então não levo a carne? E de forma muito gentil simplesmente deu de ombros fazendo aquela carinha de “eu só trabalho aqui”.

Fiquei meio assim com cara de cocô, mas pensei: “Deixa pra lá, é só não voltar aqui”. A senhora que estava atrás de mim na fila, vendo que a má vontade da atendente permitiria ela ficar vários minutos esperando se dispôs a ir pesar a carne para mim, enquanto o restante das compras iam sendo passadas e devidamente atoladas após a esteira, apesar de todo o meu esforço para impedir que isso ocorresse.

À boa samaritana que fez o gentil favor desejo de coração tudo de bom para você. Foi como agradeci num volume suficientemente audível para minha atendente.

Quando o último produto foi registrado a atendente de caixa ainda disse: Mais alguma coisa? Simplesmente neguei pois senti que minha integridade física poderia ser ameaçada, já que vários objetos perigosos ficam do lado de lá do balcão:

a) O paninho sujo contaminado com todo tipo de bactéria que serve para “limpar” a esteira;
b) A assustadora maquininha de registrar preços nos produtos;
c) O aplicador de fitas adesivas com aquela serrilha para corte e vários outros.

Minha imaginação ficou fértil com todas as possibilidades macabras de uso desses equipamentos…

Para fazer uma ligeira pirraça com a atendente (também não sou de ferro) mesmo sob várias solicitações dela informando o valor da compra e perguntando como eu iria pagar, subitamente me fiz de surdo e ia embalando os produtos que não estavam embalados. Ia fazendo de uma forma que tornava insuportável para minha antagonista ficar parada e finalmente consegui que ela começasse a me ajudar.

Leitores, é uma sensação de triunfo quando você vê o atendente de caixa pegando de novo em produtos que já poderiam estar embalados, mas que pela má vontade ou ainda pelo treinamento dado pela gerência do supermercado eles não o fazem.

Por mais que você queira, querido e organizado leitor, é impossível com tamanha pressão evitar colocar a pasta de dentes na mesma sacolinha do sabão em pó, ou ainda, evitar que as frutas mais delicadas fiquem junto com o pote de achocolatado…

Realmente é uma visão quase divina, ver o atendente de caixa pegando seus produtos e colocando na sacolinha plástica, é bem verdade que ele faz isso da forma mais desmotivada do mundo, mas faz. É como o Golias sendo derrotado pelo Davi.

Tudo bem, ironizei bastante, mas realmente levanto algumas questões: porque o caixa do supermercado não embala as mercadorias? Quem falou que não podia? Quem debilmente disse que o atendimento seria mais rápido se o caixa se ocupasse simplesmente de passar os produtos? Finalmente quem jogou às favas a satisfação do cliente?

Por um supermercado mais voltado para o cliente lanço o #põenasacola, uma campanha contra os supermercados que pensam em cortar custos deixando de atendê-lo.

Registrei uma reclamação no site dessa rede de supermercados, entretanto, posso afirmar que esse comportamento não é exclusivo do estabelecimento que eu fui e sim é uma regra para praticamente todos os que ficam em cidades maiores.

Todo mundo promote: Qualidade e Bom Atendimento, quando vão entregar tudo junto?

Um grande abraço,

Fernando Sobrinho

agosto 10, 2009 Publicado por sobrinhof | atendimento, satisfação | | Sem comentários ainda